quarta-feira, 27 de março de 2013

Digam que voei...


Hoje apetecia-me voar.
Ser levada pelo vento sem direcção aparente. Aproveitar as correntes e deixá-las fazer o que quiserem. Não me preocupar para onde me levam, não querer saber se me levam, quero, simplesmente, que me levem...
Levem-me e deixem-me desfrutar da viagem. Dêem-me tempo para observar o que vai aparecendo, para espiar o que se esconde, para recordar o que posso ter esquecido. Tempo para ser egoísta e não querer saber de mais ninguém.
 Quero voar e ir para longe, para onde não me massacrem, para onde possa girar e rodopiar ao sabor do vento, sem ter de me preocupar em parecer ou dizer bem. Criamos demasiadas regras...
Hoje quero ser levada para o universo do impossível. Tudo parece melhor no impossível, tudo parece diferente, tudo se torna possível.
Só por hoje, preciso que me deixem ir...e se perguntarem por mim, digam que voei...

sábado, 19 de janeiro de 2013

What about rain?

Quanto a vocês não sei, mas eu, realmente, não sou uma pessoa de chuva. Eu gosto de sol e céu limpo e nuvens brancas e fofinhas como algodão.
Mas não tem havido sol. Não. Chuva e mais chuva e mais chuva e, desde ontem, uma tempestadezinha só para mudarmos de registo...
Dias destes deprimem-me. Ora cai água em abundância, ora cai água que "não molha" mas encharca...e fica tudo húmido!! Paredes, chão, bancos...oh! e as poças de águas!!! As malditas das poças de água que se formam nos lugares mais inacreditáveis e são uma chatice...
Enfim, deixamos de poder fazer coisas ao ar-livre, porque está tudo - wait for it! - MOLHADO!! E depois todas as pessoas vão para sítios cobertos e fica tudo a abarrotar e, quando tentamos apanhar ar não podemos porque - adivinhem só... - está a chover!!
Caso ainda não tenham percebido, não gosto deste tempo, e a tempestade de ontem e de hoje está a fazer-me mal ao sistema (não que ele seja muito bom no dia-a-dia). E sim, estou em casa, enroladinha numa manta, a ver nada-de-jeito na tv e a partilhar os meus pensamentos, mas mesmo assim a chuva e o vento (que entretanto acalmaram - há que ser justa- ) chateiam-me, porque me lembram, constantemente, do dia nojentinho que esteve.
Só queriam um bocadinho de céu limpo e solinho....mas pronto, a Mãe-Natureza lá se pôs a fazer das dela - e sim, é importante que chova, por causa da agricultura e de tudo o que, de certa forma, depende da chuva e do aumento de caudais e água no geral - e estamos a apreciar, há já alguns dias, da bela substância líquida que cai do céu.

SOL, ONDE ANDAS TU???

Keep dreaming!
Beijinhos =)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Salada de Frutas


Há uns dias estava no autocarro quando ouvi umas senhoras a falar sobre saladas de frutas e eu fiquei "O que raio é isso??"
Por incrível que pareça, demorei um bocado a perceber do que é que as senhoras estavam a falar. Quando, finalmente percebi: "És mesmo parva maria Andreia..."
E depois pus-me a pensar (coisa perigosa vindo de mim) e acho que cheguei a uma conclusão, talvez um bocado parva, mas minimamente coerente!
Portanto, faz-me confusão chamar SALADA (nome que associo a vegetais e verduras) a uma coisa que é constituída por frutas. É isso! Saladas levam vegetais e verduras: alface, cenoura, milho, rúcula.....ora, uma mistura de muitas frutas não devia ser uma salada. Mas eu percebo a associação. Mistura de vegetais: salada. Mistura de frutas: salada.
É só que, me parece demasiado generalista...acho que podia ter um nome diferente do género: frusão ou junta-fruta, sei lá....
Agora que estou a escrever sobre isto, começo a chegar a outra conclusão: isto é estúpido......
Oh well, too bad!

Keep dreaming
Beijinhos =)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

E se o dinheiro não existisse??

Pois é, e se o dinheiro não existisse mesmo??

Andava eu a vadiar por facebooks alheios, quando me deparei com este video:

E dei por mim a pensar: EXACTAMENTE!!
Para mim, a mensagem do video sempre foi óbvia mas, verdade seja dita, desde pequena que fui incentivada a fazer o que gosto e a esforça-me para isso. No entanto, como todos os jovens, há um tempo deparei-me com aquela fase da minha vida em que me perguntei "O que é que eu quero fazer?". Demorei um bocado até lá chegar e foi, sem dúvida, um caminho em que muito me critiquei, mas em que também pus as coisas de uma maneira clara e objectiva, só tive de arranjar a resposta a "O que é que eu quero fazer?"
Inspirar.
Eu quero inspirar as pessoas. Quero que elas vejam algo que eu fiz e que sintam que devem lutar pelos seus sonhos, que devem acreditar neles e que se sintam inspiradas a ser mais e melhor.
Eu quero ser actriz. E sim, quero viver disso. Se é em Portugal ou não, apenas o futuro o dirá.
O que quero salientar é que no meio dos vários tipos de áreas em que se pode trabalhar, eu fui escolher uma das mais difíceis. E não me venham cá com "Oh mas isso é bastante simples", porque não é! É preciso aprender, é preciso estudar e é preciso praticar tanto como noutro trabalho qualquer e se não acreditarem, desafio-vos a tentarem participar, A SÉRIO, numa só peça para verem o que quero dizer.
Mas pronto, tudo isto para dizer que, para além de me ter decidido por algo que muitos desejam mas que nunca têm coragem para tentar, também me fui decidir por um trabalho que não tem, exactamente, um salário. Isto porque, actualmente, a maioria dos actores é paga por trabalho, portanto se conseguimos um trabalho óptimo, recebemos dinheiro enquanto esse projecto durar, mas isso não garante que nos meses posteriores ao projecto a história seja a mesma (e quero fazer notar que tanto podemos conseguir trabalhos que durem uns meses ou outros que durem semanas) e, consequentemente, se não há trabalho não há dinheiro.
Como é óbvio, eu quero tentar ao máximo ter uma vida minimamente estável financeiramente, mas a verdade é que o caminho que escolhi não mo garante. Então porquê escolhê-lo?
Simples. Porque me satisfaz, me faz sentir realizada, me dá desafios constantemente e me faz ficar feliz.
E quanto a vocês não sei, mas eu prefiro passar por alguma incerteza mas estar, sem dúvida, a fazer aquilo de que gosto do que recorrer a "portos seguros" e não me sentir bem com o que faço o resto da vida, qual seria o interesse?
Portanto, não sejam se conformem só porque vos dizem que é o mais seguro a fazer. Arrisquem, corram e lutem por aquilo que gostam, porque no fim a recompensa é muito maior e sentir-se-ão muitíssimo mais felizes!!

Keep dreaming (get it now?)
Beijinhos :)


Resoluções

Portanto, decidi pôr mãos-à-obra e tentar dedicar-me mais aqui ao meu cantinho da blogoesfera :) 
Para tal, vou tentar (e atenção, é TENTAR) postar qualquer coisinha todos os dias, sejam Pop-up's, Inspirações ou outra coisa qualquer. E decidi tomar esta decisão, porque todos os dias me lembro de algo ou acontece-me algo que, imediatamente, me diz "Põe no Blog", mas depois vêm as desculpas e nem metade das coisas acaba por vir cá parar.....
E tendo em conta esta minha resolução, decidi criar mais uma "vertente" aqui do Círculos e criar as Reviews, onde me dedicarei a falar de filmes e espectáculos (provavelmente mais filmes que outra coisa, maaaas......) e dar-vos a MINHA opinião sobre os mesmos. Sintam-se à vontade para discordar das minhas opiniões, é sempre bom conhecer outros pontos de vista :)
Mas pronto, vamos lá ver se consigo que este plano corra bem...

Keep dreaming!
Beijinhos

domingo, 6 de janeiro de 2013

Os Abraços...

"Hoje precisava de um abraço da minha mãe. Daqueles bem apertadinhos, como quando ainda cabia no colo dela e quando ainda, para mim, tudo era cor-de-rosa.
Infelizmente, ou talvez não, o destino decidiu que as nossas vidas deveriam ser percorridas por montanhas-russas, fazendo questão de atingir o pico bem alto onde tudo parece bom, mas também a queda, as curvas e contra-curvas que duram eternidades antes da subida recomeçar para voltarmos ao pico.
No entanto, não era disto que falávamos. Comecei por dizer que hoje precisava de um abraço da minha mãe. Daqueles que, por muito mal que estejamos, nos aquecem sempre o coração e que, de uma maneira muito própria, nos iluminam e nos fazem crer, mesmo que apenas por um bocadinho, que tudo é simples e básico como no tempo em que era tudo cor-de-rosa.
Eu gosto do cor-de-rosa. Acho que todos gostamos. É que lá, é tudo simples. As coisas resolvem-se de maneiras absolutamente extraordinárias só porque sim. Mas, como está claro, também todos nós, eventualmente, acabamos por sair do mundo cor-de-rosa. E não é uma coisa má, antes pelo contrário!!
Quando saímos e vemos, descobrimos outras cores, outros caminhos, outras coisas...passamos a adorar determinada forma, a odiar outra diferente, por vezes chegamos mesmo a adorar e odiar uma mesma forma. Mas o importante aqui, é que já não estamos no mundo cor-de-rosa. Agora, passámos ao mundo em que achamos piada ao mundo cor-de-rosa. Em que nos rimos, com alguma ternura, de quem ainda por lá anda...
E, mais uma vez, estou a divagar. Hoje precisava de um abraço da minha mãe, porque queria mesmo, nem que fosse só por uns instantes, voltar ao mundo cor-de-rosa. Não por me apetecer estar alheada de tudo, mas porque queria sentir calor e saber que tudo estava bem e assim ficaria.
Os abraços da minha mãe têm esse poder. Naqueles instantes em que ela me abraça, volta tudo a ser como era. E durante esses instantes, eu sei que estou bem e nada me preocupa. Depois volta tudo ao normal, eu volto a ser eu e a minha mãe a ser ela. 
Mas eu sei. Eu sei que naqueles instantes tudo muda para ela. Talvez, também ela volte ao mundo cor-de-rosa, talvez vá para um mundo de mães. Mas naqueles instantes, não sou só eu que paro no tempo.
Talvez seja por isso que o mundo esta do avesso. Existem demasiadas pessoas que se esqueceram destes instantes especiais. Que se esqueceram do significado que eles têm....do significado que um simples abraço consegue ter.
Eu não me quero esquecer. Porque se me esquecer, perco todo o carinho, todo o amor, toda a força, toda a destreza, toda a simplicidade, toda a inteligência, toda a elegância......e a lista podia continuar. A questão principal é que, se me esquecer, perco tudo o que admirava quando estava no mundo cor-de-rosa, tudo o que deseja e sonhava enquanto lá estava, perco-me a mim. E por incrível que possa parecer, foram aqueles abraços, instantes, o calor e o parar do tempo que me fizeram perceber estas coisas.
Por isso, hoje, precisava de um abraço da minha mãe, só para parar no tempo e saber que estava tudo bem."

sábado, 10 de novembro de 2012

Hometown

Há alturas em que não somos nada. Pano de fundo. O tempo passa mas somos meros espectadores de algo que passa à velocidade da luz. Estamos parados. Perdidos.
Há alturas em que as palavras não saem. Não há voz. O simples respirar torna-se difícil e magoa. é uma luta. Dói.
Há alturas em que estamos a cair. Buraco sem fim. Não conseguimos ver, ouvir, sentir. Andamos às voltas.
Há alturas em que andamos sem rumo, sem objectivo, sem uma intenção definida. E depois chega o momento. O momento em que, por nada de especial, olhamos. Vemos. Ouvimos. Sentimos.
E não é agradável. E é maravilhoso. E eleva-nos e faz-nos brilhar. E destrói-nos. E tudo gira. Gira sem parar, sem sentido e o ar choca contra nós, forçando a sua entrada e encontrando caminhos até chegar ao fundo. Choca. Dói. Acorda. E de repente pensamos. Compreendemos.
Compreender também custa. Custa porque mostra a realidade e esta nem sempre é fácil. Aliás,a realidade é tudo menos fácil, mas é o que procuramos. Porque lá no fundo, compreender ajuda a pensar, a ouvir, a sentir, a olhar, a ver.
E as decisões são tomadas. Umas com alegria, outras com pesar, mas todas, todas sem excepção com um aperto que vagueia entre o peito e o estômago. 
Decisões implicam desafiar algo, nem sempre algo palpável ou perceptível mas, sem dúvida, desafiável. Algo  que nos tira o conforto, que nos empurra e esmurra e nos faz avançar. Nos faz erguer e tomar as rédeas que se soltam de vez em quando. Não é fácil e muitos só se apercebem depois das coisas estarem feitas. E lágrimas rolam. Doem. Magoam. Alegram. Amam. E tudo gira. E olhamos. E vemos. E os olhos encontram-se. E choram-se. E abraçam-se. E reencontram-se. E compreendem-se. 
Há alturas em que tudo gira à velocidade da luz. E há calor e não caímos.